Introdução
Na animação brasileira “O show da Luna”, a protagonista Luna é acompanhada por Júpiter, seu irmão mais novo, e Cláudio, um furão de estimação. Juntos, realizam experimentos científicos norteados pela curiosidade, que atua como agente motivador para a busca de conhecimento.
A cada episódio, Luna se depara com uma dúvida. No episódio “Por que o mar é salgado?”, por exemplo, seus questionamentos a conduzem para o levantamento de hipóteses. A partir daí, Luna, Júpiter e Cláudio embarcam no mundo da fantasia e se transformam em grãos de sal. Utilizando o elemento lúdico como ferramenta de abordagem, a animação explica como os rios desgastam as rochas, que vão se fragmentando, se dividindo em pequenas partículas que se depositam no oceano.
Em 1971, numa entrevista dada ao programa The Pierre Berton Show, Bruce Lee nos deixa um pouco de sua filosofia quando ele diz:
“Esvazie sua mente, não tenha formato. Sem contorno, como a água. Quando você coloca a água em um copo, ela se torna o copo. Você coloca a água em uma garrafa, ela se torna a garrafa. Você coloca em uma chaleira, ela se torna a chaleira. A água pode fluir ou pode destruir. Seja água, meu amigo.” (1)
O ensinamento que Bruce Lee nos deixa também nos remete ao conto “O bambu chinês e o carvalho” (2) onde o bambu, sob forte vendaval, se curva para não quebrar. Assim é na vida pessoal e profissional. É preciso ser fluido e maleável. Você precisa se moldar às adversidades e aos desafios e, caso necessário, mudar seu comportamento. No mundo de hoje, onde as mudanças surgem como o vento, você precisa ter a humildade de se curvar e se reinventar como o bambu, ou então você vai quebrar.
Mas o que isso tudo tem a ver com neurociência?
Tanto os episódios de “O show da Luna” quanto a entrevista de Bruce Lee nos remetem à neurociência, mais precisamente a neurociência cognitiva (3), que tem como foco o estudo das capacidades mentais do ser humano. Para realizar tais estudos, os cientistas avaliam como adquirimos conhecimento, seja por meio da atenção, da associação, da memória, da imaginação, entre outros.
E quando falamos de personificação, nos referimos à imaginação. O lúdico como ferramenta de aprendizado. As atividades lúdicas nos permitem aprender novos conceitos, estimular o raciocínio e a imaginação criativa. Como diria Albert Einstein:
“A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação circunda o mundo”.
Sendo assim, apresentamos aqui a importância da personificação como ferramenta de investigação e aprendizado, ou seja, quando atribuímos características humanas àquilo que não é humano, como objetos, utilizando-se desta visão ou percepção espacial para assimilar o que acontece ao nosso redor.
Onde entra a cromatografia líquida nessa história toda?
Compreender todo o universo da cromatografia líquida é realmente desafiador. Quando for se aprofundar, recorra à curiosidade como combustível e mergulhe fundo. Seja a fase móvel, seja a amostra, seja a separação, seja a radiação que incide no analito decomposto. Utilize a visão espacial para se posicionar e analisar os corpos no espaço, adotando o seu formato, e assim sua compreensão chegará à plenitude.
fontes: